Daniel Alves tem fazenda e Porsche penhorados pela Justiça

A Justiça de São Paulo determinou o arresto de uma fazenda de 64,4 hectares e um Porsche 911 Carrera pertencentes a Daniel Alves. A medida ocorre em um processo de cobrança de R$ 7,7 milhões apresentado pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios.

A decisão do juiz Miguel Ferrari Junior foi publicada em 21 de outubro de 2026. Além da propriedade rural localizada em Juazeiro, na Bahia, o bloqueio também atinge 50% de outro imóvel do ex-jogador na mesma região.

O arresto é uma ação de preservação de bens e visa garantir o pagamento da dívida, que ainda está em andamento na Justiça. Além dos bens mencionados, o Porsche enfrenta outras ações judiciais, complicando a situação patrimonial de Alves.

Daniel Alves

Bloqueio da fazenda e do veículo

A Justiça de São Paulo determinou o arresto de uma fazenda de 64,4 hectares pertencente a Daniel Alves, localizada em Juazeiro, no norte da Bahia. A decisão, que foi publicada em 21 de outubro de 2026, foi proferida pelo juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível da capital paulista.

O bloqueio dos bens surge em decorrência de uma cobrança de R$ 7,7 milhões feita pelo GAD Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios. Além da propriedade rural, também foi atingido 50% de outro imóvel no mesmo município. Essas ações buscam assegurar a cobrança judicial, que ainda está em andamento.

Adicionalmente, um Porsche 911 Carrera, ano 2021, registrado em nome de Daniel Alves, também teve restrições judiciais impostas. Segundo informações, esse veículo já estava sujeito a outra restrição determinada em processo que tramitava sob segredo de Justiça, implicando que o carro estava ligado a múltiplas discussões judiciais.

Contexto da dívida de Daniel Alves

A origem da cobrança está relacionada à saída de Daniel Alves do São Paulo, ocorrida em 16 de setembro de 2021. Na ocasião, o clube acertou o pagamento de R$ 22,8 milhões ao atleta, a serem divididos em 60 parcelas de aproximadamente R$ 380,6 mil. No entanto, após o pagamento de oito parcelas, Alves negociou com o GAD o direito de receber as 52 parcelas restantes, onde o fundo desembolsou R$ 11,5 milhões por créditos no valor nominal de R$ 19,8 milhões.

De acordo com o contrato, os pagamentos realizados pelo São Paulo deveriam ser repassados ao fundo, mas o fluxo de pagamentos enfrentou problemas a partir de 2023. O GAD alegou em sua versão que a ex-mulher e procuradora de Daniel Alves, Dinorah, afirmou não ter ciência da cessão de créditos, interrompendo assim os repasses de valores que deveriam ser feitos.

A situação levou o fundo a ajuizar a cobrança em outubro de 2025, buscando recuperar os valores devidos. Até o momento, a ação de R$ 7,7 milhões continua em tramitação, sem que haja notícias sobre a venda definitiva dos bens que foram bloqueados.